Pablo Picasso, a lenda cubista

Pablo Picasso é um dos pintores mais importantes do cubismo, especialmente por ser um de seus fundadores. Inventivo, desafiador, inquieto e engajado em lutas sociais, todas essas características aparecem em suas obras.

Pablo Picasso passou por várias fases em sua pintura, a fase azul, onde suas telas receberam uma gama estreita de cores e os temas sempre eram a pobreza ou a morte, a fase rosa, onde retorna à vida, usa tons azuis e substitui a melancolia introduzindo temas como os saltimbancos.

Mais tarde, o cubismo, que Picasso inicia com a tela Demoiselles d’Avignon, uma pintura que representa uma cena de um bordel na rua de Avignon, em Barcelona. Tem um estilo agressivo e podemos notar influência da arte africana, especialmente das máscaras africanas. Vamos tentar entender essa obra de arte.

Podemos observar nessa tela a progressiva transformação do rosto das moças em máscaras. As duas figuras do centro mantém o caráter natural enquanto as duas que estão à direita já são deusas da fertilidade primitivas. Também foi eliminando os detalhes da anatomia para deixar à mostra a planificação das formas. É considerada uma obra rude, selvagem.

 

Participou também do cubismo analítico, onde ampliou o aspecto geométrico de suas obras, representando as figuras segmentadas por polígonos.  Em algumas obras utilizou colagens. Um exemplo desse período é a tela Moça com Bandolim, onde a fragmentação é levada ao extremo. Toda a figura é descrita em planos que se justapõem e interpenetram, poucas linhas descrevem o objeto em sua realidade.

No cubismo sintético Picasso pinta as texturas dos materiais que antes colava sobre as telas. Ao invés da colagem, ele reproduz as texturas uma a uma com o pincel. Nesse período utiliza um cromatismo variado, o que valoriza a superfície  pela sua qualidade estética.

Com a tela Guernica mostra sua indignação com a brutalidade da guerra. É uma tela muito grande onde a força agressiva é representada de forma impressionante.

 

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